Gorki e as ruínas, contos sobre a miséria

A Penúltima Edição

gorki

É incrível como um calhamaço de páginas amareladas pode nos fazer feliz às vezes. Quando peguei o livro “Máximo Gorki – Os Melhores Contos”, fiquei encarando-o por um tempo antes de começar a leitura. Passei os olhos pelo prefácio do jornalista e tradutor Herculano Pires e, convencido, fui para os contos: “Konovalov”, “Certo Dia de Outono”, “Caim e Artem”, “O Aleijado”, “O Pomo da Discórdia”, “O Sapateiro” e “O Avô e o Netinho”.

Das características gerais que pude notar em cada história, destaca-se a atenção aos personagens. Gorki adora tratar das minúcias: um bigode que entra mastigado pela boca, um velho cujo rosto cansado assemelha-se à areia da praia, o porte robusto de um andarilho-don-juan e, em contraponto, a magreza de um vendedor de ninharias.

Por essa riqueza de detalhes, suas histórias são extensas. A menor delas, “O Avô e o Netinho”, tem 25 páginas. Debruçado em reproduções de trejeitos, características físicas, maneiras de…

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