O homem que falava inglês

Blog da Boitempo

Filadelfo era vítima do próprio talento. A sua via-crúcis fora construída pelo inegável gênio de que era possuído. Mas como? Mas como assim, se isso vai de encontro, é uma oposição a tudo quanto nos ensinam sobre o valor da educação e do trabalho? Se as ideias gerais, abstratas em conceito irrefutável, faltam a esta narração, não deve faltar o entendimento do que aumentou a desgraça de Filadelfo. Para um, digamos, simples mestiço, neto de escravos, que fora guia de cego na infância, possível abusado por adultos, para esse gênero de ser, era uma vitória ter atingido o ponto em que o vemos em 1958.

Muita água, muita concessão, muita vileza, daquela que possui toda sobrevivência, que se faz à custa da própria honra, Filadelfo havia passado. De servidor para todas as horas de mariners durante a guerra, de agenciador de putas a criado de quarto…

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