Crítica: O Grande Herói (Lone Survivor, 2013)

Ovo de Fantasma

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Caetano Veloso canta em um rap-canção chamada Americanos o seguinte:

Americanos são muito estatísticos
Têm gestos nítidos e sorrisos límpidos
Olhos de brilho penetrante que vão fundo
No que olham, mas não no próprio fundo
Os americanos representam boa parte
Da alegria existente neste mundo

Rodrigo Bittecourt compôs uma canção chamada Cinema Americano cujo começo é:

Tão homem tão bruto tão coca-cola nego tão rock n’roll
Tão bomba atômica tão amedrontado tão burro tão desesperado
Tão jeans tão centro tão cabeceira tão Deus
Tão raiva tão guerra tanto comando e adeus

 Vejo esses dois trechos e percebo que grande parte do filme O Grande Herói está traduzido neles. Caetano, em sua maneira ambígua e tropicalista, vê um americano técnico, preciso, mas sem densidade e, por isso, um dos poucos povos capazes de serem alegres. Enquanto isso, Bittencourt vê o americano como aquele capaz de ser tudo “tão” exageradamente, projetadamente, absurdamente…

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